A bola fora do Azevêdo

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Talvez um melhor título para este post fosse “o que será do futebol paraibano sem o programa Gol de Placa?”. Mas assim como o primeiro termo deste parágrafo, um advérbio de dúvida, na dúvida a atenção vai direto ao principal antagonista do futebol profissional estadual neste 2019: o Governador do Estado João Azevêdo.

01 de dezembro de 2019 e os Clubes não sabem se receberão o incentivo [patrocínio] de nome programa Gol de Placa do Governo Estadual da Paraíba referente ao Campeonato Paraibano de 2019 e, muito menos, alimentam alguma certeza sobre o futuro do programa [Gol de Placa] que alavancou em qualidade e quantidade [de Clubes] o paupérrimo futebol profissional no Estado.

De longe, o Botafogo é o Clube na Paraíba com melhor saúde financeira: seja pelas largas quotas do Gol de Placa e da Prefeitura de João Pessoa, seja pela felicidade de contar com apoio de fortes empresários/marcas da capital paraibana. Em Campina Grande, Treze e Campinense já viveram momentos mais confortáveis, continuam sendo mais do mesmo. Em Patos, as notícias informam que o Nacional se esforça para contagiar comércio e indústria que um dia lhe foram solidários. Em Sousa, Aldeone Abrantes conta com o apoio da Prefeitura Municipal e a cada campeonato fortalece sua credibilidade junto ao comércio/indústria local, mas tais esforços se mostram insuficientes para a formação de um time competitivo ou para a manutenção do Clube em certames futuros. Cajazeiras tem um quadro atípico, um grupo empresarial local (tipo patrocinadores do PSG) em parceria com empresários paulistanos faz o Atlético navegar em rios profundos de muito dinheiro. Perilima, Sport Lagoa, CSP e São Paulo são Clubes de empresários e como tal não têm torcida e nem compromisso com a formação de elencos vencedores, mas antes com o negócio (management) futebol.

O Programa Gol de Placa é vital para a sobrevivência do futebol profissional na Paraíba. Se houve erro/dolo de algum Clube na execução do programa, conforme noticiou o jornal Folha de São Paulo em meses passados, tal Clube ou tais Clubes devem ser responsabilizados – e não o programa inteiro sacrificado. O Governo do Estado teve um ano inteiro para auditar tais contas e em 2019 os Clubes permitiram a entrada dos torcedores nos estádios via Gol de Placa com autorização, a cada jogo, da Secretaria Estadual responsável pela execução do programa.

Neste contexto, o Governador João Azevêdo não é apenas o antagonista do futebol paraibano, revela-se o grande covarde desta triste, porém gloriosa, história do nosso futebol.

Do Blog do Garotão / por Zeca Boleta