Cobertura mascarada do futebol paraibano dissemina meias verdades

  • garotao 

Causa estranheza acompanhar alguns textos escritos pela crônica esportiva paraibana. O último deles, lido na manhã desta quarta (30.01.2019), insiste em massificar uma fração dos incidentes ocorridos entre Sousa e Campinense.

Dizemos fração porque afirmar que “o presidente do Sousa, Aldeone Abrantes invadiu o campo para reclamar com o árbitro sergipano Eloane Gonçalves Santos, precisando ser contido pela polícia” não contempla informar que:

(1) tal reclamação do dirigente Aldeone Abrantes aconteceu após o final da partida;

(2) é praxe o policiamento, na Paraíba e no Brasil, “proteger“ o quarteto de arbitragem após os jogos;

(3) o árbitro Eloane Gonçalves Santos, da quarta categoria/divisão do futebol sergipano, cometeu (para efeito de relato jornalístico) inúmeros erros na segunda etapa do jogo;

(4) a foto do sousense Fabiano Ferreira na qual Aldeone Abrantes se dirige a um dos túneis do Marizão é de meados do segundo tempo, quando o dirigente dialogou com o cajazeirense e fanático torcedor do Atlético Moisés Barroso pedindo a retirada de um diretor do Campinense (Sr. Dorgival Pereira) do banco raposeiro (que este último ficou o jogo inteiro no banco de reservas);

(5) Francisco Diá, competente e honrado treinador do Campinense, invadiu o campo de jogo duas vezes no segundo tempo reclamando acintosamente do árbitro central da partida.

Mas a estratégia parece ser demonizar o dirigente sertanejo. E não tenho aqui procuração para defender o Aldeone Abrantes – e diferente de certos radialistas ou jornalistas, não recebo “bola” de ninguém para manter o blog ou opinar.

Deveriam os portais de notícias esportivas do Estado da Paraíba, sejam com nomes próprios ou franqueados, relembrar as barbaridades que dirigentes e comissões técnicas de Botafogo, Treze e Campinense já praticaram do Almeidão ao Amigão. Ou relembrar diariamente ao torcedor o lixo que prejudicou o futebol paraibano por tantos anos e que foi banido dos estádios graças a reportagens da TV Globo nacional.

Mas ser crítico para um imaginado pequeno é fácil. Difícil é ser isento e ter peito ou culhões para fazer jornalismo profissional.

Do Blog do Garotão / pelo Garotão